Ablação do mioma por radiofrequência: outra opção minimamente invasiva para preservar o útero
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“A ablação por radiofrequência representa uma evolução importante no tratamento minimamente invasivo do mioma uterino: sem corte, sem cicatriz, sem anestesia geral obrigatória e com recuperação em dias. No Hospital Certa, oferecemos essa opção como parte de nosso arsenal completo para tratar o mioma preservando o útero.”
— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care
Quando falamos em tratamento minimamente invasivo do mioma uterino, a embolização das artérias uterinas (EMU) é o procedimento mais estudado e com maior volume de evidências. Mas ela não é a única opção nessa categoria. A ablação do mioma por radiofrequência é uma técnica complementar — com mecanismo diferente, indicações específicas e vantagens próprias — que o Hospital Certa oferece como parte de seu arsenal completo para o tratamento do mioma sem histerectomia.
Entender as diferenças entre as duas abordagens ajuda a paciente — em conjunto com sua equipe médica — a identificar qual é a mais adequada para o seu caso específico.
A ablação por radiofrequência usa energia térmica para destruir diretamente o tecido do mioma. Uma agulha-eletrodo de calibre fino é introduzida no interior do mioma — guiada por ultrassom em tempo real — e emite uma corrente elétrica de alta frequência que aquece o tecido ao redor a temperaturas entre 60°C e 100°C, causando necrose coagulativa do tumor.
O mioma destruído não é removido cirurgicamente — ele é progressivamente reabsorvido pelo organismo ao longo dos meses seguintes, resultando em redução de volume e alívio dos sintomas. O útero permanece completamente intacto.
Existem três vias principais de acesso ao mioma para a ablação por radiofrequência, e a escolha depende da localização e do tamanho do tumor:
Transcervical (via vaginal — sistema Sonata): uma sonda de ultrassom com sistema de ablação integrado é introduzida pelo canal vaginal e pelo colo do útero, sem qualquer incisão. É a abordagem mais minimamente invasiva — realizada em regime ambulatorial, sem necessidade de anestesia geral em muitos casos.
Transvaginal guiada por ultrassom: a agulha-eletrodo é introduzida pela vagina com guia de ultrassom transvaginal, atingindo o mioma pela parede uterina. Técnica simples, ambulatorial, sem corte.
Laparoscópica: via pequenos cortes no abdome, com câmera laparoscópica e eletrodo de radiofrequência. Indicada para miomas subserosos de difícil acesso pelas vias vaginais ou em contexto de cirurgia combinada.
No Hospital Certa, realizamos a ablação por radiofrequência pelas vias transvaginal e laparoscópica, conforme a localização e o tamanho dos miomas de cada paciente.
A ablação por radiofrequência é especialmente indicada para:
⚠️ Limites da ablação por radiofrequência:
O estudo SONATA Pivotal Trial — publicado no periódico Obstetrics & Gynecology e com dados de 2 anos de seguimento — avaliou 147 mulheres com miomas sintomáticos submetidas à ablação transcervical por radiofrequência. Os resultados foram expressivos:
Dados de 2024–2025, incluindo estudo polonês com 45 pacientes submetidas à ablação transvaginal (TV-RFA), confirmam redução significativa do volume dos miomas já ao primeiro mês de seguimento — com perfil de segurança favorável.
As duas abordagens são complementares — cada uma tem indicações específicas. A tabela abaixo resume as principais diferenças:
| Critério | EMU (Embolização) | Ablação por Radiofrequência |
|---|---|---|
| Mecanismo | Bloqueia artérias que alimentam os miomas | Destrói o tecido do mioma com calor |
| Via de acesso | Vascular (punção na virilha ou pulso) | Transvaginal ou laparoscópica |
| Miomas tratados | Todos simultaneamente | Selecionados (até 3, até 8 cm) |
| Tipo ideal | Intramural, subseroso, múltiplos | Intramural de tamanho moderado |
| Anestesia | Sedação + local | Sedação + local ou geral leve |
| Internação | 1 dia | Ambulatorial / 1 dia |
| Recuperação | 3–7 dias | 1–3 dias |
| Sangramento pós | Síndrome pós-embolização (1–3 dias) | Mínimo |
| Taxa de sucesso | > 90% | 85–90% |
| Fertilidade | Com cautela | Com cautela (dados em evolução) |
Na prática, a decisão entre EMU e ablação por radiofrequência depende do número de miomas, da localização, do tamanho, das preferências da paciente e da avaliação individualizada pela equipe médica. Em alguns casos, as duas abordagens podem ser combinadas na mesma sessão.
A ablação por radiofrequência de miomas é realizada em regime ambulatorial ou com internação de 1 dia. O procedimento segue as seguintes etapas:
O retorno às atividades leves ocorre em 1 a 3 dias. Atividades físicas intensas são liberadas após 1 a 2 semanas.
O Hospital Certa Expert Care oferece a ablação de miomas por radiofrequência como parte de um arsenal completo de tratamentos minimamente invasivos para mioma uterino — ao lado da embolização das artérias uterinas. Nossa equipe de radiologia intervencionista avalia cada caso individualmente para definir qual procedimento — ou qual combinação — oferece o melhor resultado para cada paciente, sempre com o objetivo de tratar o mioma, preservar o útero e devolver qualidade de vida.
O mioma não é removido — ele é destruído pelo calor e progressivamente reabsorvido pelo organismo. A redução de volume é gradual: percebível a partir de 1 a 3 meses, com resultado consolidado entre 6 e 12 meses. O objetivo é a resolução dos sintomas e a redução significativa do volume, não necessariamente o desaparecimento total.
A ablação destrói o mioma tratado, mas não impede o surgimento de novos miomas em outras regiões do útero no futuro — assim como ocorre com a miomectomia. O acompanhamento periódico com ultrassom após o procedimento é recomendado.
Geralmente sim. A ablação por radiofrequência tende a causar menos desconforto pós-procedimento do que a EMU — que pode gerar cólicas intensas nas primeiras 24 a 48 horas pela síndrome pós-embolização. A recuperação após a ablação costuma ser mais suave e a alta é frequentemente no mesmo dia.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Ablação do mioma por radiofrequência: outra opção minimamente invasiva para preservar o útero
