Ablação do mioma por radiofrequência: outra opção minimamente invasiva para preservar o útero

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Ablação do mioma por radiofrequência: outra opção minimamente invasiva para preservar o útero

Ablação do mioma por radiofrequência: outra opção minimamente invasiva para preservar o útero

Ablação do mioma por radiofrequência: outra opção minimamente invasiva para preservar o útero

“A ablação por radiofrequência representa uma evolução importante no tratamento minimamente invasivo do mioma uterino: sem corte, sem cicatriz, sem anestesia geral obrigatória e com recuperação em dias. No Hospital Certa, oferecemos essa opção como parte de nosso arsenal completo para tratar o mioma preservando o útero.”

— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care

Uma alternativa à embolização — e igualmente minimamente invasiva

Quando falamos em tratamento minimamente invasivo do mioma uterino, a embolização das artérias uterinas (EMU) é o procedimento mais estudado e com maior volume de evidências. Mas ela não é a única opção nessa categoria. A ablação do mioma por radiofrequência é uma técnica complementar — com mecanismo diferente, indicações específicas e vantagens próprias — que o Hospital Certa oferece como parte de seu arsenal completo para o tratamento do mioma sem histerectomia.

Entender as diferenças entre as duas abordagens ajuda a paciente — em conjunto com sua equipe médica — a identificar qual é a mais adequada para o seu caso específico.

Como funciona a ablação do mioma por radiofrequência?

A ablação por radiofrequência usa energia térmica para destruir diretamente o tecido do mioma. Uma agulha-eletrodo de calibre fino é introduzida no interior do mioma — guiada por ultrassom em tempo real — e emite uma corrente elétrica de alta frequência que aquece o tecido ao redor a temperaturas entre 60°C e 100°C, causando necrose coagulativa do tumor.

O mioma destruído não é removido cirurgicamente — ele é progressivamente reabsorvido pelo organismo ao longo dos meses seguintes, resultando em redução de volume e alívio dos sintomas. O útero permanece completamente intacto.

Quais são as vias de acesso para a ablação por radiofrequência?

Existem três vias principais de acesso ao mioma para a ablação por radiofrequência, e a escolha depende da localização e do tamanho do tumor:

Transcervical (via vaginal — sistema Sonata): uma sonda de ultrassom com sistema de ablação integrado é introduzida pelo canal vaginal e pelo colo do útero, sem qualquer incisão. É a abordagem mais minimamente invasiva — realizada em regime ambulatorial, sem necessidade de anestesia geral em muitos casos.

Transvaginal guiada por ultrassom: a agulha-eletrodo é introduzida pela vagina com guia de ultrassom transvaginal, atingindo o mioma pela parede uterina. Técnica simples, ambulatorial, sem corte.

Laparoscópica: via pequenos cortes no abdome, com câmera laparoscópica e eletrodo de radiofrequência. Indicada para miomas subserosos de difícil acesso pelas vias vaginais ou em contexto de cirurgia combinada.

No Hospital Certa, realizamos a ablação por radiofrequência pelas vias transvaginal e laparoscópica, conforme a localização e o tamanho dos miomas de cada paciente.

Para quem a ablação por radiofrequência é indicada?

A ablação por radiofrequência é especialmente indicada para:

  • ✔ Miomas intramurais sintomáticos de tamanho moderado (até 8 cm) — melhor resposta documentada
  • ✔ Pacientes com 1 a 3 miomas — número máximo recomendado por sessão
  • ✔ Miomas que distorcem a cavidade endometrial causando sangramento intenso
  • ✔ Pacientes que desejam abordagem ambulatorial sem internação
  • ✔ Pacientes que preferem evitar o desconforto pós-embolização (síndrome pós-EMU)
  • ✔ Miomas em localização favorável para acesso transvaginal ou laparoscópico

⚠️ Limites da ablação por radiofrequência:

  • Número máximo recomendado: até 3 miomas por sessão
  • Tamanho máximo do maior mioma: até 8 cm
  • Miomas pediculados e predominantemente intracavitários têm indicações diferentes
  • Suspeita de malignidade é contraindicação absoluta
  • Para miomatose múltipla com muitos nódulos, a EMU pode ser mais abrangente

O que os estudos mostram sobre a ablação por radiofrequência de miomas?

O estudo SONATA Pivotal Trial — publicado no periódico Obstetrics & Gynecology e com dados de 2 anos de seguimento — avaliou 147 mulheres com miomas sintomáticos submetidas à ablação transcervical por radiofrequência. Os resultados foram expressivos:

  • ✔ Redução da gravidade dos sintomas: de 55 para 24 pontos (escala padronizada) — redução de 56%
  • ✔ Melhora da qualidade de vida relacionada à saúde: de 40 para 83 pontos — aumento de 107%
  • ✔ Satisfação com o tratamento aos 2 anos: 94% das pacientes
  • ✔ Necessidade de reintervenção cirúrgica em 2 anos: apenas 5,5%
  • ✔ Nenhuma das 147 pacientes foi hospitalizada — todas tratadas ambulatorialmente
  • ✔ Taxa geral de sucesso: 85–90%

Dados de 2024–2025, incluindo estudo polonês com 45 pacientes submetidas à ablação transvaginal (TV-RFA), confirmam redução significativa do volume dos miomas já ao primeiro mês de seguimento — com perfil de segurança favorável.

Ablação por radiofrequência x EMU: qual escolher?

As duas abordagens são complementares — cada uma tem indicações específicas. A tabela abaixo resume as principais diferenças:

CritérioEMU (Embolização)Ablação por Radiofrequência
MecanismoBloqueia artérias que alimentam os miomasDestrói o tecido do mioma com calor
Via de acessoVascular (punção na virilha ou pulso)Transvaginal ou laparoscópica
Miomas tratadosTodos simultaneamenteSelecionados (até 3, até 8 cm)
Tipo idealIntramural, subseroso, múltiplosIntramural de tamanho moderado
AnestesiaSedação + localSedação + local ou geral leve
Internação1 diaAmbulatorial / 1 dia
Recuperação3–7 dias1–3 dias
Sangramento pósSíndrome pós-embolização (1–3 dias)Mínimo
Taxa de sucesso> 90%85–90%
FertilidadeCom cautelaCom cautela (dados em evolução)

Na prática, a decisão entre EMU e ablação por radiofrequência depende do número de miomas, da localização, do tamanho, das preferências da paciente e da avaliação individualizada pela equipe médica. Em alguns casos, as duas abordagens podem ser combinadas na mesma sessão.

Passo a passo: como é realizada a ablação no Hospital Certa

A ablação por radiofrequência de miomas é realizada em regime ambulatorial ou com internação de 1 dia. O procedimento segue as seguintes etapas:

  • Avaliação pré-procedimento: ultrassom pélvico transvaginal e/ou ressonância magnética para mapear os miomas e confirmar indicação
  • Preparo: anestesia local ou geral leve, conforme a via de acesso
  • Guia por ultrassom em tempo real: visualização contínua da agulha e do mioma durante todo o procedimento
  • Posicionamento da agulha: introdução da agulha-eletrodo no centro do mioma
  • Ablação: emissão de energia de radiofrequência com expansão controlada da zona de necrose
  • Verificação: ultrassom confirma cobertura adequada do mioma
  • Alta: na maioria dos casos, no mesmo dia ou após 1 noite de observação

O retorno às atividades leves ocorre em 1 a 3 dias. Atividades físicas intensas são liberadas após 1 a 2 semanas.

Ablação por radiofrequência de miomas no Hospital Certa

O Hospital Certa Expert Care oferece a ablação de miomas por radiofrequência como parte de um arsenal completo de tratamentos minimamente invasivos para mioma uterino — ao lado da embolização das artérias uterinas. Nossa equipe de radiologia intervencionista avalia cada caso individualmente para definir qual procedimento — ou qual combinação — oferece o melhor resultado para cada paciente, sempre com o objetivo de tratar o mioma, preservar o útero e devolver qualidade de vida.

Perguntas frequentes sobre ablação de mioma por radiofrequência

A ablação por radiofrequência elimina o mioma completamente?

O mioma não é removido — ele é destruído pelo calor e progressivamente reabsorvido pelo organismo. A redução de volume é gradual: percebível a partir de 1 a 3 meses, com resultado consolidado entre 6 e 12 meses. O objetivo é a resolução dos sintomas e a redução significativa do volume, não necessariamente o desaparecimento total.

Posso ter um novo mioma após a ablação?

A ablação destrói o mioma tratado, mas não impede o surgimento de novos miomas em outras regiões do útero no futuro — assim como ocorre com a miomectomia. O acompanhamento periódico com ultrassom após o procedimento é recomendado.

A ablação por radiofrequência é mais rápida de recuperar do que a embolização?

Geralmente sim. A ablação por radiofrequência tende a causar menos desconforto pós-procedimento do que a EMU — que pode gerar cólicas intensas nas primeiras 24 a 48 horas pela síndrome pós-embolização. A recuperação após a ablação costuma ser mais suave e a alta é frequentemente no mesmo dia.

Como agendar avaliação no Hospital Certa?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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