Embolização, ablação ou cirurgia: comparação direta para quem precisa decidir sobre o tratamento do mioma
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“Quando a paciente chega ao Hospital Certa com diagnóstico de mioma sintomático, a primeira coisa que fazemos é garantir que ela entenda todas as opções disponíveis — não apenas a que está sendo indicada. Decisão informada é parte do tratamento.”
— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care
Receber a indicação de tratamento para mioma uterino gera uma série de perguntas que muitas mulheres não sabem como responder: preciso operar? Existe alternativa? A embolização é melhor ou pior que a cirurgia? O que é ablação e quando ela é indicada?
A Mayo Clinic publicou em novembro de 2024 no New England Journal of Medicine uma recomendação clara: para a maioria das mulheres com mioma sintomático, as alternativas minimamente invasivas — embolização e ablação — devem ser oferecidas antes da histerectomia. “Há benefícios para a saúde em manter o útero e os ovários”, afirmam os pesquisadores.
Este post reúne a comparação direta entre as principais opções para que você chegue à consulta no Hospital Certa — ou com seu ginecologista — com o conhecimento necessário para participar ativamente da decisão.
Tratamento cirúrgico (remove o mioma ou o útero): miomectomia (preserva o útero, remove os miomas) e histerectomia (remove o útero).
Tratamento intervencionista — embolização (EMU): bloqueia as artérias que alimentam os miomas, causando sua isquemia e redução progressiva. Preserva o útero e todos os miomas são tratados simultaneamente.
Tratamento intervencionista — ablação por radiofrequência: destrói o tecido do mioma com calor, por via transvaginal ou laparoscópica. Preserva o útero. Indicada para até 3 miomas de até 8 cm.
| Critério | EMU | Ablação RF | Miomectomia | Histerectomia |
|---|---|---|---|---|
| Preserva o útero | Sim | Sim | Sim | Não |
| Elimina miomas | Não (reduz) | Não (destrói) | Sim (remove) | Sim (com útero) |
| Trata múltiplos miomas | Todos | Até 3 | Parcialmente | Todos |
| Anestesia | Local + sedação | Local + sedação | Geral | Geral |
| Internação | 1 dia | Ambulatorial | 1–3 dias | 2–3 dias |
| Recuperação | 3–7 dias | 1–3 dias | 2–6 semanas | 4–8 semanas |
| Cicatriz | Não | Não | Possível | Sim |
| Recorrência | Baixa | Moderada | 20–30% em 5 anos | Zero |
| Desejo de engravidar | Com cautela | Com cautela | 1ª opção | Contraindicado |
| Taxa de sucesso | 90–97% | 85–90% | 95% | 100% |
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) é clara: a histerectomia é a segunda cirurgia de médio e grande porte mais realizada em mulheres no mundo — e no Brasil são cerca de 300 mil por ano, segundo o Ministério da Saúde, muitas por causa de mioma. A Febrasgo recomenda explicitamente que “é importante discutir alternativas quando há essa possibilidade clínica” — porque a histerectomia fecha definitivamente o ciclo reprodutivo da mulher.
A pesquisa da Mayo Clinic publicada no NEJM (2024) reforça: mulheres que optam por tratamentos menos invasivos se recuperam mais rapidamente e mantêm os benefícios de saúde associados à preservação do útero e dos ovários.
No Hospital Certa, a decisão do tratamento do mioma segue uma avaliação individualizada que considera:
Quando EMU ou ablação são tecnicamente possíveis e clinicamente indicadas, elas são oferecidas como alternativas à cirurgia — porque preservar o útero, quando seguro, é sempre o objetivo.
A preferência da paciente é um critério importante na decisão — desde que o tratamento escolhido seja tecnicamente viável e clinicamente seguro para o seu caso. O papel do médico é apresentar as opções com honestidade sobre benefícios, riscos e limitações de cada uma. No Hospital Certa, essa conversa faz parte da consulta.
Sim. Tanto a EMU quanto a ablação por radiofrequência preservam o útero e não comprometem tecnicamente a realização de miomectomia ou histerectomia futuras, caso necessário.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Embolização, ablação ou cirurgia: comparação direta para quem precisa decidir sobre o tratamento do mioma
