Embolização do mioma uterino (EMU): o procedimento que trata sem tirar o útero

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Embolização do mioma uterino (EMU): o procedimento que trata sem tirar o útero

Embolização do mioma uterino (EMU): o procedimento que trata sem tirar o útero

Embolização do mioma uterino (EMU): o procedimento que trata sem tirar o útero

“A embolização das artérias uterinas é um dos procedimentos que mais transforma a vida das nossas pacientes — porque resolve um problema que causava sofrimento há anos, sem cirurgia, sem cicatriz e sem tirar o útero. No Hospital Certa, somos referência nesse procedimento em São Paulo e realizamos a EMU com tecnologia de última geração.”

— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care

O procedimento que nasceu para mudar o padrão de tratamento do mioma

A embolização das artérias uterinas (EMU) — também chamada de embolização uterina ou embolização de mioma — foi realizada pela primeira vez na França em 1995, originalmente para controlar hemorragias obstétricas. Quando os médicos perceberam que a técnica também reduzia os miomas uterinos de forma dramática, ela passou a ser utilizada eletivamente para o tratamento da miomatose sintomática.

Desde então, mais de um milhão de procedimentos foram realizados em todo o mundo. Estudos publicados no SciELO Brasil e revisados em múltiplos ensaios clínicos confirmam: taxa de sucesso técnico de até 97%, melhora dos sintomas em mais de 90% das pacientes e redução de volume uterino de 40 a 52% em 6 meses. A EMU é hoje reconhecida por todas as grandes sociedades de ginecologia e radiologia intervencionista como alternativa eficaz e segura à cirurgia para o tratamento do mioma uterino sintomático.

Como a embolização do mioma uterino funciona?

O mioma uterino é um tumor altamente vascularizado — ele desenvolve sua própria rede de artérias que o alimentam e sustentam seu crescimento. A lógica da EMU é simples e elegante: cortar o suprimento sanguíneo que nutre o mioma.

Sem irrigação, as células do mioma entram em isquemia e necrose progressiva. O tumor não é removido — ele é destruído por dentro e progressivamente reabsorvido pelo organismo ao longo dos meses seguintes. O resultado: redução do volume do mioma, cessação do sangramento excessivo, alívio da dor e da pressão pélvica — com o útero completamente preservado.

O procedimento bloqueia seletivamente as artérias que alimentam os miomas, preservando o fluxo sanguíneo para o tecido uterino saudável ao redor. Essa seletividade é o que garante a preservação da função uterina após a embolização.

Passo a passo: como é realizada a EMU no Hospital Certa

A embolização das artérias uterinas é realizada na sala de hemodinâmica do Hospital Certa, sob sedação leve e anestesia local. O procedimento completo dura entre 60 e 90 minutos:

  • Acesso vascular: pequena punção na artéria femoral (virilha) ou radial (pulso), com anestesia local
  • Cateterismo seletivo: um cateter fino é introduzido e guiado por fluoroscopia (raio-X em tempo real) até as artérias uterinas
  • Angiografia diagnóstica: injeção de contraste para mapear a vascularização dos miomas
  • Embolização: microesferas calibradas são injetadas nas artérias que alimentam os miomas, bloqueando seletivamente o fluxo
  • Confirmação: nova angiografia confirma a oclusão completa das artérias dos miomas
  • Alta: após 1 noite de observação, a paciente vai para casa

Não há incisão abdominal — apenas a pequena punção no ponto de acesso vascular, coberta com curativo. O útero permanece completamente intacto.

Para quem a EMU é indicada?

A embolização das artérias uterinas é indicada para mulheres com mioma uterino sintomático que se enquadram no seguinte perfil:

  • ✔ Miomas intramurais ou subserosos sintomáticos — sangramento intenso, dor, pressão pélvica
  • ✔ Miomatose múltipla — a EMU trata todos os miomas simultaneamente, em uma única sessão
  • ✔ Pacientes que não querem se submeter à cirurgia ou que recusaram histerectomia
  • ✔ Pacientes com alto risco cirúrgico — obesidade, comorbidades, uso de anticoagulantes
  • ✔ Miomas volumosos com indicação cirúrgica, mas que preferem abordagem menos invasiva
  • ✔ Miomas recorrentes após miomectomia prévia
  • ✔ Anemia grave por sangramento que exige tratamento rápido e eficaz

⚠️ A EMU não é indicada para todos os casos.

Miomas submucosos predominantemente intracavitários podem ser melhor tratados por histeroscopia. Suspeita de malignidade uterina é contraindicação absoluta. Mulheres com desejo ativo de engravidar devem discutir a EMU com cautela. A avaliação individualizada pela equipe médica do Certa define cada indicação.

O que os resultados mostram: dados científicos

Os números da EMU para mioma uterino são consistentes na literatura brasileira e internacional:

  • ✔ Taxa de sucesso técnico: 97–100%
  • ✔ Melhora dos sintomas em > 90% das pacientes aos 3 meses
  • ✔ Redução do volume uterino: 40–52% em 6 meses
  • ✔ Redução do volume dos miomas individuais: 50–70% em 12 meses
  • ✔ Normalização do fluxo menstrual em > 85% dos casos
  • ✔ Alívio da dor pélvica em > 80% das pacientes
  • ✔ Taxa de necessidade de histerectomia subsequente: ~ 15–25% em 5 anos
  • ✔ Alta no mesmo dia ou após 1 noite em > 95% dos casos

Vantagens da EMU em relação à cirurgia

  • Sem corte abdominal — apenas punção vascular de 2 mm
  • Sem anestesia geral — sedação leve e anestesia local
  • Preservação completa do útero e da anatomia pélvica
  • Tratamento de todos os miomas em uma única sessão
  • Internação de apenas 1 dia — alta rápida
  • Retorno às atividades em 3 a 7 dias — versus 4 a 8 semanas na cirurgia aberta
  • Menor risco de sangramento, infecção e aderências
  • Não impede cirurgia futura, se necessário

Recuperação após a embolização: o que esperar

O período imediatamente após a EMU envolve uma síndrome pós-embolização — cólicas uterinas intensas, febre baixa, náuseas e cansaço nas primeiras 24 a 48 horas. Esses sintomas são esperados e fazem parte da resposta inflamatória do organismo à isquemia dos miomas. São controlados com analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pela equipe do Certa.

Após 3 a 5 dias, a maioria das pacientes já se sente muito melhor e pode retomar atividades leves. Em 1 a 2 semanas, o retorno ao trabalho é possível na maioria dos casos. Atividades físicas intensas são liberadas após 2 a 4 semanas.

A melhora dos sintomas menstruais começa a ser percebida já na primeira menstruação após o procedimento — que costuma ser mais leve e menos dolorosa. A redução do volume dos miomas é gradual: perceptível a partir de 3 meses e consolidada entre 6 e 12 meses.

EMU no Hospital Certa: referência em São Paulo

O Hospital Certa Expert Care é referência em embolização de mioma uterino em São Paulo. Nossa sala de hemodinâmica de última geração, equipe especializada em radiologia intervencionista vascular e estrutura de hospital-dia garantem o mais alto padrão de segurança e cuidado para as pacientes submetidas à EMU.

A avaliação individualizada pela equipe médica do Certa — com revisão do ultrassom ou ressonância magnética, avaliação dos sintomas e discussão com ginecologia quando necessário — define se a EMU é a melhor opção para cada paciente. O objetivo é sempre o mesmo: tratar o mioma com o menor impacto possível na vida da mulher, preservando o útero e devolvendo qualidade de vida.

Perguntas frequentes sobre embolização de mioma

A embolização dói?

O procedimento em si é realizado sob sedação leve — a paciente fica confortável durante a embolização. Após o procedimento, as cólicas uterinas nas primeiras 24 a 48 horas são a parte mais desconfortável da recuperação. A equipe do Certa prescreve analgesia adequada para esse período.

Quanto tempo leva para sentir melhora após a EMU?

A melhora do sangramento começa na primeira menstruação após o procedimento — geralmente 4 a 6 semanas após a EMU. A redução da dor e da pressão pélvica tende a ocorrer nas primeiras semanas. A redução visível do volume abdominal é percebida a partir de 3 meses, com estabilização entre 6 e 12 meses.

Posso menstruar normalmente após a EMU?

Sim — a grande maioria das pacientes mantém ciclos menstruais normais após a EMU. Em mulheres próximas da menopausa (acima de 45 anos), o procedimento pode precipitar a amenorreia — o que em muitos casos é bem-vindo. Em mulheres mais jovens, a preservação dos ciclos é a regra.

Plano de saúde cobre a embolização de mioma?

A cobertura varia conforme o plano e a indicação clínica documentada. A equipe do Hospital Certa orienta cada paciente sobre as possibilidades de autorização junto à operadora de saúde.

Como agendar avaliação no Hospital Certa?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários — ultrassom pélvico e, em muitos casos, ressonância magnética da pelve.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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