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Biópsia do fígado ou biópsia hepática

Para que serve a biópsia do fígado ou biópsia hepática?

A biópsia do fígado, ou hepática, é útil para realizar a análise minuciosa do parênquima do órgão e de suas estruturas microscópicas. Dessa forma, é muito útil no diagnóstico e estadiamento de doenças benignas e malignas do fígado.

Em relação às doenças benignas (não tumorais), a retirada de fragmento do fígado por meio da biópsia permite confirmar e graduar a severidade de doenças como hepatites não virais (auto-imune, medicamentosa); esteatose hepática (gordura no fígado); esteatohepatite não alcoólica (NASH, inflamação contra as células do fígado que estão repletas de gordura); cirrose hepática (doença crônica com cicatrizes e fibrose do fígado, com formação de nódulos) e disfunção ou rejeição do transplante.

Quanto à utilidade em doenças malignas, a amostra hepática retirada através da biópsia permite o diagnóstico e estudo genético de tumores primários do fígado (que se originam em estruturas próprias do fígado) como o carcinoma hepatocelular (CHC); o colangiocarcinoma e o hepatoblastoma (raro e que acomete crianças). Também é muito útil para diagnosticar o acometimento secundário do órgão, as metástases provenientes de tumores de outras estruturas do corpo, por exemplo, o câncer colorretal, de pâncreas, estômago, mama, pulmão, ovário, renal, próstata.

Quais são os tipos de biópsia do fígado ou biópsia hepática?

- Randômica: útil em doenças que acometem o fígado inteiro, como nas doenças benignas citadas acima, em que o acesso e retirada do fragmento podem ser de qualquer parte do órgão.

- Focal: o fragmento é retirado de uma área específica que está alterada, normalmente um nódulo. Nesses casos, a biópsia deve ser precisa e não pode ser de qualquer parte do órgão, para que o diagnóstico seja fidedigno.

Quem está habilitado a realizar a biópsia do fígado ou biópsia hepática?

A biópsia deve ser feita por médico capacitado, dependendo do tipo de biópsia a ser feita. Podem ser os médicos cirurgião (biópsia cirúrgica incisional e excisional), hepatologista (biópsia percutânea por agulha não guiada por imagem, ou “às cegas”) e o Radiologista Intervencionista. Para saber mais sobre as biópsias, clique aqui.

Como é feita a biópsia do fígado ou biópsia hepática por um médico Radiologista Intervencionista?

O médico Radiologista Intervencionista é capacitado para realizar virtualmente a biópsia de qualquer estrutura do corpo humano utilizando acesso percutâneo (pela pele), uma agulha e associando algum método de imagem para guiar o procedimento, com maior frequência a tomografia computadorizada (TC) e ultrassonografia (USG).

O paciente é posicionado na maca e realiza-se a assepsia e antissepsia (limpeza) da região em que será feita a biópsia, bem como a colocação de campos estéreis. É feita anestesia local na pele e nos tecidos próximos ao fígado para que o paciente não sinta dor. Com a USG, é possível identificar a alteração no fígado e planejar o acesso mais seguro da agulha até o alvo da biópsia. Em tempo real, o Radiologista Intervencionista consegue visualizar a agulha por todo seu trajeto, desde a pele até o alvo, bem como todas estruturas adjacentes. Dessa forma, consegue realizar procedimento minimamente invasivo com anestesia local, de maneira precisa e com menores índices de complicação.

Existe preparo específico para realizar a biópsia do fígado ou biópsia hepática?

O paciente deve estar pelo menos 4 horas de jejum e ter tomado suas medicações de uso diário (anti hipertensivos e remédios para o diabetes). Entretanto, existem algumas restrições de remédios que talvez devam ser suspensos com antecedência antes da biópsia, que podem incluir o ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina), o clopidogrel (Plavix) e os anticoagulantes (Heparina, Clexane, Marevan, Xarelto).

O preparo adequado bem como as orientações quanto a manutenção ou a suspensão de medicamentos são dadas pela clínica e o médico que irá realizar o procedimento, baseados no risco e nas comorbidades do paciente.

Existe risco em realizar a biópsia do fígado ou biópsia hepática?

Em relação à biópsia hepática feita por Radiologista Intervencionista, os riscos são considerados pequenos. Como associa-se o método de imagem para visualizar por completo e em tempo real o deslocamento da agulha até o alvo da biópsia, é possível reduzir os riscos do procedimento.

De maneira geral, as biópsias do fígado possuem o risco de dor local pós procedimento (geralmente leve, que melhora com uso de analgésicos comuns); sangramento do fígado (normalmente autolimitada e sem repercussão clínica); infecção (raro) e perfuração de estrutura adjacente ao fígado (raramente do pulmão, da vesícula biliar ou estômago). Felizmente complicações que necessitam de internação hospitalar devido risco à vida do paciente são extremamente raras.

O que esperar após realizar a biópsia do fígado ou biópsia hepática?

Após a biópsia do fígado ou biópsia hepática, o paciente permanece algumas horas em observação na clínica, com monitorização dos sinais vitais. Dessa forma, é possível perceber de maneira precoce qualquer alteração na saúde do paciente.

Quando for dada alta hospitalar, o paciente deverá cumprir repouso domiciliar por 12-24h. Caso ocorra sintomas de sensação de desmaio, vômitos, dor forte no abdome ou qualquer mal estar atípico, o paciente deve procurar o pronto-socorro mais próximo.

Recomenda-se que o paciente não realize esforço extenuante por 7 dias.

Por que realizar biópsia do fígado ou biópsia hepática no CERTA Hospital Dia?

O CERTA Hospital Dia (Centro de Referência em Tratamentos Avançados), traz um conceito totalmente pioneiro no Brasil. Trata-se de uma estrutura hospitalar plenamente capacitada para a realização de procedimentos ultra-especializados e minimamente invasivos de diversas especialidades médicas.

Fornecemos tratamentos de Radiologia Intervencionista, Cirurgia Endovascular e recentemente incluímos Buco Maxilo Facial em nossas especialidades. Com profissionais capacitados e uma clínica moderna fornecemos tratamentos de maneira segura, proporcionando mais conforto e praticidade ao paciente, além de reduzir complicações relacionadas à infecção hospitalar. Somos associados ao CBR, a SOBRICE, ao CIRSE e SIDI, garantindo que estejamos sempre atualizados nas melhores técnicas de procedimentos minimamente invasivos. O CERTA segue todos os preceitos e normas legais vigentes no Brasil, incluindo prefeitura, vigilância sanitária, CETESB, bombeiros e CRM.

 

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