Mioma e fertilidade: o que toda mulher que quer engravidar precisa saber antes de escolher o tratamento

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Mioma e fertilidade: o que toda mulher que quer engravidar precisa saber antes de escolher o tratamento

Mioma e fertilidade: o que toda mulher que quer engravidar precisa saber antes de escolher o tratamento

Mioma e fertilidade: o que toda mulher que quer engravidar precisa saber antes de escolher o tratamento

“Mioma e desejo de engravidar é uma combinação que exige muito cuidado na escolha do tratamento. No Hospital Certa, avaliamos cada caso individualmente — porque a melhor decisão é aquela que trata o mioma, preserva o útero e abre o caminho para a gestação desejada.”

— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care

“Tenho mioma e quero engravidar — o que faço?”

Essa é uma das perguntas mais frequentes e mais carregadas de emoção que chegam ao consultório. A mulher que quer engravidar e descobre que tem mioma uterino enfrenta dois desafios ao mesmo tempo: tratar o mioma e preservar — ou recuperar — as condições para uma gestação.

A boa notícia é que a maioria das mulheres com mioma consegue engravidar. Mas o caminho até lá depende de fatores muito específicos: o tipo de mioma, sua localização, seu tamanho e o quanto ele interfere na cavidade uterina. E a escolha do tratamento, quando indicado, precisa levar em conta o desejo reprodutivo — porque nem todas as opções têm o mesmo impacto sobre a fertilidade.

Como o mioma interfere na fertilidade?

Nem todo mioma compromete a fertilidade. O impacto depende fundamentalmente de onde o mioma está localizado em relação à cavidade uterina:

Mioma submucoso (dentro ou junto à cavidade uterina): o tipo com maior impacto na fertilidade. Distorce o endométrio, dificulta a implantação do embrião e aumenta o risco de aborto espontâneo. Estudos mostram que mulheres com mioma submucoso têm taxas de implantação significativamente menores em ciclos de FIV em comparação com mulheres sem mioma.

Mioma intramural que distorce a cavidade: quando grande o suficiente para deformar a cavidade uterina, o mioma intramural também pode prejudicar a implantação e aumentar o risco de aborto e parto prematuro.

Mioma intramural que não distorce a cavidade: o impacto na fertilidade é muito menor. Muitas mulheres com miomas intramurais pequenos engravidam normalmente sem qualquer tratamento.

Mioma subseroso: o tipo com menor relação com a infertilidade — localizado fora do útero, raramente interfere na implantação ou na gestação, exceto quando muito volumoso.

Mioma durante a gravidez: o que pode acontecer?

Para mulheres que já estão grávidas e têm mioma, a maioria das gestações transcorre normalmente. Mas alguns riscos são maiores em comparação com gestações sem mioma:

  • Dor pélvica — especialmente no 2º trimestre, quando o mioma pode sofrer degeneração por isquemia
  • Maior risco de aborto espontâneo — especialmente com miomas submucosos
  • Restrição de crescimento fetal — em miomas de grande volume
  • Posição fetal anormal (apresentação pélvica ou transversa)
  • Maior risco de parto prematuro
  • Complicações na placenta — em casos de miomas de grande volume ou localização desfavorável
  • Necessidade de cesariana — quando o mioma obstrui o canal do parto

É importante ressaltar: a maioria das mulheres com mioma tem gestações normais. O acompanhamento pré-natal cuidadoso com mapeamento dos miomas por ultrassom é o que permite identificar precocemente qualquer complicação.

Quando tratar o mioma antes de tentar engravidar?

O tratamento antes da gestação é indicado quando:

  • ✔ Há mioma submucoso confirmado que distorce a cavidade uterina
  • ✔ Há mioma intramural grande que deforma a cavidade uterina
  • ✔ A paciente já teve abortos de repetição relacionados ao mioma
  • ✔ Falhas de implantação em ciclos de FIV atribuíveis ao mioma
  • ✔ Mioma em crescimento rápido que pode comprometer a gestação
  • ✔ Mioma muito volumoso que pode causar complicações obstétricas significativas

Para miomas que não distorcem a cavidade e são assintomáticos, muitos especialistas recomendam tentar a gestação sem tratar o mioma primeiro — especialmente em mulheres acima de 35 anos, em que o tempo é um fator relevante.

Quais tratamentos são indicados para quem quer engravidar?

A escolha do tratamento para mioma em mulheres com desejo de engravidar é uma das decisões mais delicadas da ginecologia. O foco é tratar o mioma preservando o útero e minimizando o impacto sobre a função reprodutiva.

Miomectomia: a opção cirúrgica preferencial para quem quer engravidar

A miomectomia — cirurgia que remove o mioma preservando o útero — é considerada a opção de primeira linha para mulheres com desejo de gravidez e mioma que precisa ser tratado. Pode ser realizada por histeroscopia (para miomas submucosos), laparoscopia ou cirurgia aberta, dependendo do tamanho e localização dos miomas.

As vantagens da miomectomia para a fertilidade incluem a remoção direta do mioma que interfere na cavidade e a possibilidade de tentar engravidar após a cicatrização — geralmente 3 a 6 meses após a cirurgia. A principal desvantagem é o risco de recorrência: novos miomas podem aparecer em 20 a 30% das pacientes nos anos seguintes.

Embolização das artérias uterinas e fertilidade: o que a ciência diz

A embolização das artérias uterinas (EMU) é altamente eficaz para controlar os sintomas do mioma — reduzindo sangramento, dor e volume tumoral. Mas sua relação com a fertilidade exige uma conversa honesta.

Estudos publicados no SciELO Brasil mostram que gestações após EMU são possíveis — com casos documentados de partos a termo bem-sucedidos.

Por isso, as diretrizes atuais recomendam que a EMU seja considerada com cautela em mulheres com desejo ativo de engravidar, sendo a decisão individualizada em discussão conjunta entre radiologia intervencionista e ginecologia. Para mulheres que já completaram a família ou que não desejam mais engravidar, a EMU é uma excelente opção.

Ablação por radiofrequência e fertilidade

A ablação do mioma por radiofrequência é uma opção minimamente invasiva que destrói o tecido nodular preservando o útero. Os dados sobre fertilidade após ablação ainda estão em evolução — gestações bem-sucedidas têm sido relatadas, mas as diretrizes recomendam que a decisão seja individualizada com orientação de especialista, considerando o tamanho, a localização do mioma e o cronograma reprodutivo da paciente.

Comparativo: opções de tratamento para quem quer engravidar

CritérioMiomectomiaEMUAblação RF
Preserva o úteroSimSimSim
Desejo de engravidar1ª opção preferencialCom cautela — decisão individualizadaDados em evolução
Recuperação2–6 semanas2–5 dias1–3 dias
Trata múltiplos miomasParcialmenteTodos simultaneamenteSelecionados
Risco de recorrênciaModeradoBaixoModerado
AnestesiaGeralLocal + sedaçãoLocal + sedação

⚠️ A decisão do tratamento deve sempre considerar o desejo reprodutivo.

Mulheres com desejo ativo de engravidar devem informar ao especialista antes de qualquer procedimento. A melhor escolha é aquela que trata o mioma e preserva as melhores condições para a gestação futura — e essa decisão é sempre individualizada.

Depois do tratamento: quanto tempo esperar para engravidar?

O intervalo recomendado entre o tratamento e a tentativa de gestação varia conforme o procedimento:

  • Miomectomia histeroscópica (mioma submucoso): 1 a 2 ciclos menstruais, após confirmação de cicatrização do endométrio
  • Miomectomia laparoscópica ou aberta: 3 a 6 meses — em casos extensos, até 12 meses
  • EMU: discussão individual com radiologia intervencionista e ginecologia; algumas equipes recomendam aguardar ao menos 6 a 12 meses
  • Ablação por radiofrequência: orientação individualizada conforme resposta ao tratamento

O alinhamento entre o tratamento e o cronograma reprodutivo é fundamental — especialmente para mulheres acima de 35 anos ou que planejam FIV, em que o tempo é um fator crítico.

Avaliação individualizada no Hospital Certa

No Hospital Certa Expert Care, cada paciente com mioma e desejo de engravidar recebe uma avaliação cuidadosa e individualizada. Nossa equipe de radiologia intervencionista trabalha em conjunto com ginecologia para definir a melhor estratégia — levando em conta o tipo e a localização dos miomas, o histórico reprodutivo, a idade da paciente e seus objetivos de maternidade.

O objetivo é sempre o mesmo: tratar o mioma com o menor impacto possível sobre a fertilidade — preservando o útero e abrindo o melhor caminho para a gestação desejada.

Perguntas frequentes sobre mioma e fertilidade

Todo mioma precisa ser tratado antes de tentar engravidar?

Não. Miomas que não distorcem a cavidade uterina e são assintomáticos geralmente não precisam ser tratados antes da gestação. A decisão depende do tipo, tamanho e localização do mioma, avaliados por ultrassom ou ressonância magnética.

Mioma pode causar aborto?

Sim, especialmente o mioma submucoso, que distorce a cavidade uterina e dificulta a implantação ou o desenvolvimento do embrião. Miomas intramurais grandes que comprimem a cavidade também aumentam o risco. Miomas subserosos têm menor associação com aborto.

Posso fazer FIV com mioma?

Depende do tipo e da localização. Miomas submucosos ou intramurais que distorcem a cavidade uterina reduzem as taxas de implantação na FIV e devem ser tratados antes. Miomas que não distorcem a cavidade não são contraindicação para FIV. Seu ginecologista e o médico de reprodução assistida devem avaliar seu caso em conjunto.

A embolização impede de engravidar definitivamente?

Não necessariamente. Gestações bem-sucedidas após EMU estão documentadas na literatura científica. Mas a EMU pode afetar a vascularização uterina e a reserva ovariana, o que pode reduzir as chances de gravidez em alguns casos. Por isso, para mulheres com desejo ativo de engravidar, a miomectomia tende a ser preferível como primeira opção.

Como agendar avaliação no Hospital Certa?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br. Nossa equipe orienta sobre os exames necessários e agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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