Mioma uterino: o que é, por que aparece e por que tantas mulheres convivem com ele sem saber
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“O mioma uterino é a condição ginecológica benigna mais comum em mulheres em idade reprodutiva — e uma das mais subdiagnosticadas. No Hospital Certa, acreditamos que toda mulher merece saber o que está acontecendo no seu corpo e quais são as opções disponíveis para tratar com o menor impacto possível na sua vida.”
— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care
O mioma uterino — também chamado de fibroma uterino, leiomioma ou miomatose — é o tumor benigno mais frequente do aparelho reprodutor feminino. Estudos brasileiros publicados no Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences (2024) apontam que a prevalência pode chegar a até 70% das mulheres ao longo da vida, dependendo da faixa etária e do método de diagnóstico utilizado.
Apesar de tão comum, o mioma permanece subdiagnosticado e subestimado. Muitas mulheres convivem com sintomas intensos por anos — sangramento menstrual excessivo, dor pélvica, pressão abdominal, anemia — sem saber que um mioma está por trás de tudo isso. Outras descobrem o mioma por acaso, em um ultrassom feito por outro motivo, e ficam sem entender o que aquilo significa.
Este post é o ponto de partida: vamos explicar o que é o mioma uterino, por que ele aparece, quem tem mais risco e o que fazer quando ele é diagnosticado — com foco especial nas alternativas que permitem tratar sem perder o útero.
O mioma é um tumor benigno formado a partir das células musculares lisas da parede do útero (miométrio). Ao contrário do câncer, o mioma não invade tecidos vizinhos, não se dissemina para outros órgãos e não representa risco de vida. Mas isso não significa que seja inofensivo: quando sintomático, pode causar sangramento intenso o suficiente para gerar anemia grave, dor que interfere nas atividades diárias, pressão sobre a bexiga e o intestino, e impacto significativo na qualidade de vida e na fertilidade.
Os miomas podem ser únicos ou múltiplos, variar de milímetros a dezenas de centímetros, e se localizar em diferentes regiões do útero — o que determina tanto os sintomas quanto as opções de tratamento. Uma mesma mulher pode ter múltiplos miomas de tamanhos e localizações diferentes simultaneamente: esse quadro é chamado de miomatose uterina.
A causa exata do mioma uterino ainda não está completamente esclarecida, mas sabe-se que seu desenvolvimento depende de fatores hormonais e genéticos. Os estrogênios e a progesterona — hormônios femininos — estimulam o crescimento dos miomas, o que explica por que eles são mais comuns durante os anos reprodutivos e tendem a diminuir após a menopausa.
A teoria mais aceita é que o mioma surge a partir de uma única célula muscular do útero que sofre uma mutação genética e começa a se multiplicar de forma anormal. Fatores externos e internos influenciam se e quando essa célula vai de fato originar um tumor visível.
Os principais fatores de risco identificados pela literatura científica brasileira e internacional incluem:
Um dado importante: miomas são raramente vistos antes da menarca e tendem a regredir após a menopausa — confirmando o papel central dos hormônios no seu desenvolvimento.
Estima-se que mais da metade das mulheres com mioma não apresenta sintomas — e portanto nunca recebe o diagnóstico enquanto o tumor permanece pequeno e assintomático. Nesses casos, o mioma é descoberto por acaso durante um ultrassom pélvico de rotina ou realizado por outro motivo.
Quando os sintomas aparecem, são frequentemente normalizados. Menstruações muito intensas são tratadas como “característica pessoal”. Cólicas incapacitantes são ignoradas com analgésicos. Sensação de pressão abdominal é atribuída ao peso ou ao intestino. Esse ciclo de normalização atrasa o diagnóstico por meses ou anos.
O resultado: mulheres chegam ao médico com anemia grave por sangramento crônico, miomas de grande volume ou sintomas avançados — quando intervenções menos invasivas ainda seriam possíveis em estágio anterior.
Os sintomas variam conforme o tamanho, o número e a localização dos miomas. Os mais comuns são:
⚠️ Sangramento menstrual intenso não é normal.
Trocar absorventes a cada 1 a 2 horas, acordar à noite para trocar absorventes, passar coágulos grandes ou sentir fraqueza durante a menstruação são sinais de alerta.
Esses sintomas merecem avaliação médica — não normalização.
O diagnóstico começa com a consulta ginecológica e o exame pélvico. O ultrassom pélvico transvaginal é o principal exame de imagem — identifica o número, o tamanho e a localização dos miomas com boa precisão. A ressonância magnética é solicitada em casos de múltiplos miomas, para mapeamento detalhado antes de procedimentos intervencionistas ou quando há dúvida diagnóstica.
Exames laboratoriais completam a avaliação: hemograma para identificar anemia, dosagem de hormônios e marcadores de função renal e hepática quando necessário.
Não. Miomas assintomáticos e de pequeno tamanho podem ser apenas acompanhados com ultrassom periódico — sem necessidade de intervenção imediata. O tratamento é indicado quando há sintomas que afetam a qualidade de vida, crescimento progressivo, impacto na fertilidade ou comprometimento de órgãos adjacentes.
E quando o tratamento é necessário, hoje existem opções muito além da cirurgia. A embolização das artérias uterinas e a ablação do mioma por radiofrequência são procedimentos minimamente invasivos que tratam o mioma preservando o útero — sem corte, sem internação prolongada e com recuperação muito mais rápida do que qualquer cirurgia.
O Hospital Certa Expert Care é referência em tratamentos minimamente invasivos para mioma uterino em São Paulo. Nossa equipe avalia cada caso individualmente para definir a melhor abordagem — da embolização à ablação por radiofrequência — sempre com o objetivo de tratar sem tirar o útero.
Não. O mioma é um tumor benigno — não invade tecidos vizinhos, não se dissemina e não se transforma em câncer. A confusão acontece porque qualquer crescimento anormal é chamado de “tumor”, mas benigno e maligno são categorias completamente diferentes. O mioma não representa risco de vida.
Após a menopausa, quando os níveis de estrogênio caem, os miomas tendem a diminuir naturalmente. Mas em mulheres na fase reprodutiva, a tendência é de crescimento gradual com o tempo. Esperar a menopausa não é uma estratégia viável para quem tem sintomas intensos aos 35 ou 40 anos.
Depende da localização e do tamanho. Miomas submucosos (dentro da cavidade uterina) têm maior impacto na fertilidade e na implantação do embrião. Miomas intramurais grandes também podem dificultar a gravidez. O tratamento correto, quando indicado, pode restaurar as condições para uma gestação.
Sim — e essa é uma das perguntas mais importantes que uma mulher com mioma pode fazer. A embolização das artérias uterinas e a ablação por radiofrequência são procedimentos minimamente invasivos que tratam o mioma preservando completamente o útero. No Hospital Certa, essas são as principais abordagens que oferecemos para casos selecionados.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Mioma uterino: o que é, por que aparece e por que tantas mulheres convivem com ele sem saber
